Força Tarefa captura foragido condenado há mais de 40 anos de prisão

O foragido foi condenado há mais de 40 anos de prisão
Uma força tarefa desencadeada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE), com o apoio das equipes de Força Tática e Rocam da Polícia Militar, capturou um homem foragido da justiça a quatro anos, acusado de participar do maior esquema de tráfico de drogas da região, ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que atua dentro e fora das unidades prisionais do Estado.

O foragido da justiça G.J.T., de 36 anos, condenado há mais de 40 anos de prisão pela “Operação Gravata” no ano de 2015 foi capturado em uma chácara localizada no km 205 da rodovia Comendador Pedro Monteleone (SP-351), na posse de armas de fogo, munições e dinheiro, na tarde de sexta-feira (30), em Catanduva.

Segundo o delegado assistente da DIG, Marcelo Augusto Díspore, na tarde de sexta-feira, chegou para os policiais civis uma informação a respeito de um homem conhecido pelo crime de tráfico de drogas, o qual era procurado pela Justiça Estadual de São José do Rio Preto, uma vez que foi condenado em 1º grau.

“As informações afirmavam que o suspeito estava em uma chácara, acompanhado de outras pessoas da família. Após montar uma grande operação nas imediações da propriedade, os policiais entraram no local. Além do acusado estavam no imóvel, três homens, uma mulher e duas crianças, moradoras da chácara o qual afirmaram que G.J.T. estava passando alguns dias naquele local”, disse Díspore.

Durante varredura na residência, os policiais abordaram G.J.T. no quarto, sendo localizada uma espingarda tipo cartucheira calibre 32 municiada com dois projéteis e um cinturão para cartuchos.

No interior de uma das gavetas do guarda roupas foi encontrado um revólver calibre 357 de uso restrito municiado com seis projéteis, um revólver calibre 22 com três cartuchos deflagrados e quatro intactos, 54 munições calibre 22 sendo três deflagrados, 32 munições calibre 357 sendo cinco deflagradas e 12 cartuchos calibre 32 intactos e 12 deflagrados.

Em outra gaveta foi apreendida a quantia de R$ 800 em notas e R$ 8,65 em moedas, além de vários documentos falsos em nome de Carlos Alberto Tomé que eram usados pelo acusado G.J.T. Um aparelho celular também foi apreendido.

“Questionado sobre as armas, munições e documentos falsos, o foragido assumiu a responsabilidade e isentou os moradores da chácara de qualquer envolvimento”, comenta o delegado.
As armas, munições e dinheiro foram apreendidas
na chácara e levadas para o Plantão Policial

Além dos crimes investigados na “Operação Gravata”, o acusado responderá por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e uso de documento falso.

Relembre o Caso

No dia 24 de fevereiro de 2015, 42 acusados de fazerem parte de um esquema de tráfico de drogas na região de São José do Rio Preto foram condenados. As penas do grupo somaram 941 anos. Do total de envolvidos, 15 eram de Catanduva, entre eles um policial militar, uma Guarda Civil Municipal e um advogado, sendo que só o último pegou 70 anos de prisão.

A “Operação Gravata” realizada em 2012 envolvia a Polícia Federal, o Ministério Público e os policiais do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). O entorpecente comprado vinha de Mato Grosso e de Rondônia e era distribuída nas cidades que pertencem ao noroeste paulista.

Durante a operação, os policiais cumpriram 46 mandados de busca e apreensão e 42 mandados de prisão. Além de São José do Rio Preto, a ação também foi realizada em Catanduva e outras cidades da região como Ibirá, Novo Horizonte, Elisiário e Ribeirão Preto. A operação também foi realizada em outros estados do país, como Rondônia e Mato Grosso.

Os presos respondem por crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, financiamento para o tráfico de drogas e colaboração e informação para o tráfico de drogas, de acordo com cada participação.

Por Marcelo Ono

Fotos: Polícia Civil / Alta Tensão

Compartilhe no Google Plus

    Blogger Comment
    Facebook Comment